´´A NOSSA MISSÃO É FAZER MISSÕES``

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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Missões Transculturais: Conceitos e Definições

SEGMENTOS HUMANOS


Segmentação

É o processo de dividir a população do mundo em pequenos segmentos úteis para desenvolver estratégias missionárias de tal maneira que sejam mais facilmente selecionados para evangelizar. Alguns dos segmentos mais úteis são países, povos etnolinguisticos, grupos humanos e cidades.

País

São as entidades geopolíticas (225 dos quais são membros da ONU) que sã identificadas por suas fronteiras estabelecidas e governos mundialmente reconhecidos.

Povo

É um grupo de indivíduos que vivem em grupo e possuem a mesma língua, ou religião, ou etnia, ou morada, ou profissão, ou classe, ou casta social, ou ema combinação desses fatores.

Metrópole

É um termo que pode designar a cidade principal ou capital de um determinado país ou província, ou ainda, alguma cidade que, por algum motivo, exerce influência (cultural, social, econômica) sobre as demais cidades da região metropolitana. Pode designar, também, de forma oficial, a cidade principal de um conjunto de cidades que encontram-se unidas geograficamente. A esse processo de junção das cidades devido ao crescimento horizontal das mesmas, dá-se o nome de “conurbação”. E à região onde ocorre a conurbação, chama-se de “região metropolitana”.

Megalópole

Seria o aglomerado (conurbação) de várias metrópoles ou regiões metropolitanas como, por exemplo, a faixa que se estende pela costa norte-americana desde Boston a Washington e compreende Nova York, Filadélfia e Baltimore, constituindo a maior megalópole do mundo.

Conceitos Relativos aos Povos

• Raça

Conjunto de indivíduos que possuem tronco comum e características semelhantes, dentro da sua espécie, geração, casta, origem, estirpe.

Em antropologia, “é um conceito biológico distinto do de povo, que designa uma unidade cultural, e de nação, que é uma unidade política”.

Em antropologia física, “as raças humanas agrupam-se segundo características de cor de pele, a cor e a forma do cabelo, a configuração do crânio, os grupos sanguíneos etc.”

Baseada na cor da pele, a raça humana divide-se em três grupos étnicos principais:

 Negróide ou homo afer – raça negra ou africana.

 Mongolóide ou homo asiatcus raça amarela ou asiática

 Caucasóide ou homo europaeus – raça branca ou européia.

• valores

São decisões preestabelecidas por uma cultura acerca de situações enfrentadas frequentemente pelo povo e que definem seu comportamento. Por exemplo: para o inglês, o fator tempo, no sentido de pontualidade, faz parte do conjunto de seus valores. Daí o ditado: “pontualidade britânica”.



• Etnia

É o aglomerado humano homogêneo, com uma vida social, material e psíquica formada em moldes idênticos. Uma etnia é formada por um conjunto de características somáticas, lingüísticas e culturais semelhantes.

A etnia contrapõe a palavra raça, no sentido de grupo humano de determinado por caracteres somáticos, significa o grupo humano caracterizado pela sua psicologia e cultura, ou seja,pelas suas propriedades noológicas (relativo ao pensamento e ao espírito humano).

• Nação

É o grupo de cidadãos de um Estado, vivendo no mesmo território sujeitos a um mesmo governo e regidos pelas mesmas leis e interesses.

• Nação versus Etnia

Algumas vezes, fazemos confusão no uso destes dois termos. Entretanto, a confusão acaba quando afirmamos que a “nação” é um grupo de indivíduos da mesma etnia ou não, regidos politicamente por um mesmo governo e pelas mesmas leis. Por exemplo: a Espanha é uma nação constituída por várias etnias (basca, galega, catalã, etc.). Já Portugal, é constituída por apenas uma etnia (lusitana ou portuguesa). Outrora, Portugal era uma das etnias pertencentes à nação espanhola, que se tornou independente em 1128. já o Brasil é uma nação constituída por várias etnias (as etnias nativas e as colonizadoras).

TIPOS DE POVOS

• Povo Etnolinguistico

É um grupo étnico ou racial distinto de outros que fala o mesmo idioma ou língua materna. Pode se encontrar vivendo dentro de um só país ou distribuído por vários.

• Mega Povo

Um povo etnolingüístico com população acima de um milhão.

• Mini Povo

Tipo de "povo etnolingüístico" só que menor. Muitas vezes um povo etnolingüístico grande ("mega-povo") contém vários mini-povos. Do ponto de vista evangelístico trata-se do maior grupo dentro do qual o evangelho pode se espalhar através de um movimento de implantação de igrejas sem encontrar barreiras de entendimento ou aceitação. Também conhecido como "povo unimax".

• Povo Sócio-econômico

Um grupo humano cujos membros se sentem "vinculados" por algum tipo de afinidade ligada à classe econômica, profissão, bairro, hobby orientação política ou religiosa.



ALCANÇANDO UM POVO

• Povo não-alcançado

Um grupo humano (povo) dentro do qual não existe uma comunidade de crentes que dispõe de pessoas ou recursos suficientes para evangelizar o restante do próprio povo e portanto precisam de um esforço missionário de fora principalmente transcultural.

• Povo fronteiriço

Este termo enfatiza a necessidade de que alguém atravesse certas barreiras culturais ou lingüísticas que separam o povo dos demais onde já existe uma igreja que pode alcançá-lo. Sinônimo de "povo não-alcançado".

• Povo oculto

Esta denominação salienta que o grupo falando em termos práticos está fora de vista e consideração (atenção) da igreja de Jesus Cristo mesmo que se encontre dentro de seu alcance geográfico. Sinônimo de "povo não-alcançado".

• Povo não-penetrado

Esta expressão destaca a idéia da necessidade de um esforço missionário transcultural inicial para depois continuar com o trabalho evangelístico normal do povo. Sinônimo de "povo não-alcançado".

• Movimento de Povo

Trata-se de quando um determinado povo responde ao evangelho de forma tão positiva que produz uma conversão maciça.

• Movimento missionário

Quando uma igreja implantada num campo missionário se transforma numa força que envia missionários transculturais para levar o evangelho a outros povos não-alcançados.



TIPOS DE PAÍSES E MISSIONÁRIOS

• País de acesso restrito limitado ou criativo

País cujo governo limita por razões políticas ou religiosas a entrada de missionários estrangeiros que desejam se radicar nele. Freqüentemente tal acesso se limita devido a cotas reduzidas para vistos missionários ou prazos de permanência cada vez mais curtos.

• País fechado

País cujo governo fechou as portas para a entrada de missionários do estrangeiro negando-lhes vistos de permanência.

• Missionário bi-vocacional fazedor de tendas

Missionário com uma profissão dupla servindo como profissional em um país de acesso restrito ou fechado e realizando ao mesmo tempo um ministério evangelístico de tempo parcial.

• Missionário não-residente

Missionário que está servindo em algum país de acesso restrito ou fechado e que por isso se vê impossibilitado de residir ali. Desenvolve seu trabalho a partir de um país próximo visitando freqüentemente o país-alvo e realizando seu ministério de forma itinerante.



Estatística de povos em cada país. Site: www.comibam.org. 27/02/2010



DEFININDO POVOS NÃO-ALCANÇADOS

Nos dias de hoje, são três as características utilizadas para definir um povo como não-alcançado. Cada característica possui pontos positivos e negativos. A seguir, estudaremos as três descrições clássicas usadas internacionalmente em missiologia:

• Um povo é considerado não-alcançado quando não possui uma igreja cristã evangélica conhecida e nem tem crentes.

• Um povo é considerado não alcançado quando em sua população o número de cristãos é inferior a 20%. Porém, essa definição considera os católicos e outros grupos não evangélicos como cristãos.

• Um povo é considerado não alcançado quando não há uma igreja representativamente forte para evangelizar o restante do próprio povo. O ponto fraco desta definição é que, até agora, não foi elaborado nenhum critério para se determinar quando uma igreja se enquadra nesta condição.

Por trás de grande parte da força motivadora para mobilização desta iniciativa missionária no meio destes povos está a ênfase na sua condição de não alcançado, isto é, no fato de não terem ouvido as Boas Novas da graça e do amor de Cristo. As orações, o recrutamento missionário, a arrecadação de fundos e as pesquisas vem sendo aceleradas pela triste realidade de grupos humanos inteiros que correm o risco de não se salvarem caso não tenham a oportunidade de receber um testemunho evangélico bem definido.

No entanto, embora o fato de concentrar-se no caráter de não-alcançado de tais povos estimule um interesse concreto e profundo pelos perdidos, isso não nos proporciona uma orientação prática para alcança-los. E, afinal, essa é a direção na qual o verdadeiro interesse missionário deve nos levar. Como podemos alcançar os povos não-alcançados.



O DESAFIO DOS NÃO-ALCANÇAVEIS

Os grupos não-alcançados estão presentes em todo mundo, porém sua maior concentração se dá na Ásia e na áfrica. Esses povos podem ser divididos da seguinte maneira:

• 200 povos não tribais na Europa e na América Latina

• 4.300 grupos (povos) asiáticos

• 3.500 grupos tribais

• 4.000 grupos muçulmanos.

Estima-se que existam mais de 5.000.000 de congregações evangélicas ao redor do mundo. Então, levando em consideração que há 12.000 grupos não-alcançados, isso significa que a relação igreja/grupo não-alcançado é de 461/1, ou seja, há mais de 400 congregações evangélicas para cada um dos grupos ainda não-alcançados.

Isso nos leva a concluir que, com tais proporções favoráveis, até do ponto de vista humano, é totalmente viável e possível alcançarmos estes povos em pouco tempo.

Dos 24.000 diferentes povos do mundo, 46% ainda não foram alcançados pelo Evangelho. Quem lhes falará do amor de Deus em Cristo?

Podemos dar graças a Deus, porque existe uma igreja evangélica em todos os países do mundo, embora isto não signifique que onde haja uma igreja evangélica o povo seja considerado alcançado pelo Evangelho. Para que isso aconteça, é necessário que pelo menos 20% da população tenham sido evangelizados.



Povos sem a presença o Evangelho. www.comiban.org



A IMPORTÂNCIA DOS POVOS PARA DEUS

Deus sempre deu importância aos povos do mundo e ás suas respectivas culturas. A benção prometida por Deus e Abraão tinha como alvo todas as famílias (clãs, etnias) da terra (Gn 12.3). Israel foi chamado para ser um povo sacerdotal, servindo de elo entre Deus e todos os povos do mundo (Ex 19.5-6).

Os salmos realçam a visão de Deus, no sentido de alcançar os povos (Sl 67). A Grande Comissão que Jesus deu aos discípulos focalizou “todas as etnias” (Mt 28.19). O dia de Pentecostes reuniu pessoas de “todas as nações (povos) da terra” (At 2.5). E a história chegará a seu grande desfecho, quando se encontrarem diante do trono pessoas de “todas as nações, tribos, línguas e povos” (Ap 5.9-10).
A PROMOÇÃO DE MISSÕES


Já aprendemos a lição de que Missões são a razão de existir da igreja, e todos os dias são dias de missionários para os nossos membros, pois eles são desafiados a orar diariamente por Missões e a praticar a evangelização pessoal todos os dias.

Vejamos a seguir as formas para promover Missões na igreja local:

A Pregação Missionária

Com a pregação o pastor alimenta, orienta, ajuda e dirige o seu rebanho. É responsabilidade do pastor levar a igreja a executar o plano de Deus, e ele tem na pregação uma arma poderosa para atingir esse objetivo. Assim sendo, prepare sermões missionários, leia livros missionários para ter assuntos e ilustrações. Pregue no poder do Espírito Santo! Pregue com autoridade! Se você crê que a Bíblia é a Palavra de Deus, suba ao púlpito da sua igreja e diga: “Assim diz o Senhor!” Faça-o com a autoridade que Deus lhe confere e verá os resultados. No final, faça apelos, mas apelos sérios e conscientes. Muitos crentes tomam decisões emocionais porque os apelos são emocionais. Desafie os membros a levar Deus a sério e a pesar na balança suas decisões.

Quando você pregar a Palavra de Deus e fizer esses apelos, no poder do Espírito Santo, os resultados aparecerão, e sua igreja será transformada. Eu desafio você a usar a primeira oportunidade à grande obra de evangelização do mundo! “Não to mandei Eu? Sê forte e corajoso; não temas nem te espantes, porque o Senhor teu Deus é contigo, por onde quer que andares”(Js 1.9).

Alguns textos como sugestão para a pregação missionária são: (Gn 12.1-3; Sl 67.1-7; Is 6.1-8; Mc 16.15; At 1.8; etc.)

• Modelos de programas de pregação missionária

 Mensal, bimestral e trimestral – Separe um domingo para pregação e ênfase específica e dirigida às Missões mundiais.

Procure colocar hinos e músicas especiais que se refiram a Missões; se for possível apresente um testemunho ou uma entrevista de um missionário.

Apresente um relatório do ministério dos missionários sustentados por sua igreja.

Apresente alguns slides ou transparências, com material missionário que motive os membros a manter e aumentar seu envolvimento com a evangelização.

 O mês de missões – Para manter a chama de Missões acesa em sua igreja, você poderá separar um mês inteiro para pregar e dar uma ênfase especial em Missões. O ideal é faze-lo seis meses após uma Conferência de Missões, Simpósio de Missões, ou Congresso de Missões, para que haja um equilíbrio no intervalo de tempo.

 O ano todo em missões – Se você preferir, poderá, além da pregação dar uma ênfase mensal a uma necessidade mundial. Vejamos a seguir alguns exemplos:

 Janeiro – Mês da Conferência ou Simpósio de Missões

 Fevereiro – Mês de “Jerusalém”

 Março – Mês da “Judéia”

 Abril – Mês de “Samaria”

 Maio – Mês dos ”Confins da Terra”

 Junho – Mês dos Povos Não Alcançados

 Julho – Mês dos Muçulmanos

 Agosto – Mês dos Hindus

 Setembro – Mês da Janela 10/40

 Outubro – Mês das Religiões Orientais

 Novembro – Mês dos Animistas

 Dezembro – Mês do Brasil

 Todos os domingos com ênfase missionária

 O momento missionário – Separe um momento do culto para dar informações e levar a igreja a orar por um missionário ou por uma nação.

 O boletim – Separe uma página do boletim da igreja para dar informações, colocando trechos de cartas dos missionários, o mapa de um país, pedidos específicos de oração, etc.

 A pregação – Se você faz exposição bíblica todos os domingos, naturalmente está dando ênfase missionária, porque ensina os crentes a serem maduros e frutíferos na vida cristã.

As Motivações Missionárias

É possível usar diversas idéias para motivar o povo da igreja à obra missionária. Além da pregação, essas motivações poderão ser um instrumento de Deus para despertar, ensinar e ajudar o povo a executar a obra missionária.

• Mapas - Quando você mostra o mapa-múndi ao povo, Deus o usa para um despertamento missionário. Infelizmente o nosso povo não conhece bem a geografia mundial; por isso não é motivado e, muitas vezes, não entende o que são Missões mundiais.

Uma das maiores organizações missionárias do mundo, a Operação Mobilização, iniciou seu ministério com navios, por causa da visão que Deus deu a alguns homens, enquanto oravam sobre o mapa-múndi; e eles viram que um dos meios mais práticos de alcançar as nações seria o navio. Oraram, e pediram a Deus, e hoje possuem dois navios para um trabalho de evangelização.

• Estatísticas - Apresente ao povo estatísticas que mostrem a situação mundial. Pode-se utilizar, por exemplo, o livro Intercessão Mundial, de Patrick Johnstone, um manual evangélico que apresenta as estatísticas mundiais e as necessidades de oração, e coloque os números diante da igreja. Deus usará estes números para trazer o peso da responsabilidade sobre os crentes. Deus irá usar essas informações para promover um desafio missionário.

• Cartazes missionários - Muitas agências missionárias tem cartazes de desafio missionário. Além desses, peça aos membros da igreja que façam cartazes especiais sobre missões, afixado-os em lugares estratégicos, onde todos possam ver. Isso será um desafio tanto para quem vê quanto para quem faz. Decore seu templo e dependências com motivos missionários.

• Fotos missionárias – Coloque também em lugares bem visíveis fotos dos missionários de dos campos, para que o povo possa conhecer ou se lembrar deles e de seu local de trabalho. Esse é outro instrumento de Deus para despertar o povo a orar e contribuir para Missões.

• Frases missionárias – uma idéia bem prática é colocar livros nas mãos de jovens e adolescentes e pedir a eles que selecionem algumas frases importantes de desafio missionário. Depois peça-lhes para colocarem as frases em cartazes e preguem em lugares estratégicos para que todos os membros da igreja possam ler.

• Testemunhos missionários – Sempre que possível, traga um missionário, ou mesmo um vocacionado de sua igreja, para que dê o testemunho de seu chamado. Se você souber que há um missionário em sua região, leve-o para falar à sua igreja.

• Ensino bíblico de Missões em todos os ministérios da igreja- Você poderá organizar seu próprio currículo e incorporar os ensinos em todas as áreas de sua igreja, ou usar o curso de missiologia do IMES, em estudo nos lares e em outras reuniões.

• Organize os recursos missionários para a sua igreja

 Biblioteca missionária – Organize uma biblioteca missionária para que os membros da igreja tenham acesso aos livros e às informações e conheçam a obra missionária.

 Discoteca missionária – Organize uma discoteca missionária, comprando CD´s de mensagens missionárias, testemunhos, louvores, etc. Grave seus próprios sermões e coloque tudo a disposição dos membros.

 Videoteca missionária – existem diversos DVD´s de filmes com histórias missionárias, pregações, documentários, etc.

DESTRUINDO OS MITOS DA OBRA MISSIONÁRIA NA IGREJA LOCAL

Falar em mitos da obra missionária soa um pouco estanho porque este assunto é tratado, quase sempre, sob a ótica do emocionalismo, sem que haja uma análise mais crítica de todo os pontos que o envolvem. Mas quais seriam esses mitos no âmbito da igreja local? Vejamos a seguir os principais.

• Só igrejas grandes ou ricas podem fazer Missões

Esta é uma falsa idéia que circula em muitas igrejas de porte médio ou pequeno, como justificativa para o seu não envolvimento. Segundo este conceito, igrejas que disponham de poucos recursos jamais poderão comprometer-se com o trabalho missionário e nem de fazer Missões já está consolidada, revela que os maiores recursos saem exatamente de igrejas pequenas, que, somadas, conseguem superar muitas vezes os alvos de igrejas grandes ou ricas.

A igreja de Antioquia não esperou enriquecer-se para enviar os seus primeiros missionários. (Leia At 13.2)

Como podem, então, as igrejas de porte médio ou pequeno envolverem-se com Missões? Conscientizando cada membro sobre sua responsabilidade na obra missionária; Promovendo reuniões, conferências e seminários regulares e específicos sobre o tema;Criando uma secretaria local para cuidar exclusivamente desta tarefa; Mantendo contato permanente com agências missionárias para informarem-se sobre estratégias e prioridades; Procurando descobrir vocações no âmbito local para a obra missionária; Estabelecendo alvos financeiros anuais para serem aplicados exclusivamente na evangelização mundial; Associando-se a uma ou mais igrejas, caso não possa faze-lo sozinha.

• Só pessoas de bastante recursos financeiros tem condições de contribuir para a obra missionária

A visão bíblica sobre contribuição é clara: deve ser proporcional à renda de cada um, seja pobre ou rico. Este princípio transparece em diversos, textos bíblicos (1 Co 16.2).

No texto citado acima, Paulo está tratando de contribuições destinadas aos irmãos de Jerusalém, que enfrentavam circunstancialmente uma crise econômica. Na recomendação do apóstolo está implícita a idéia de proporcionalidade, quando ele afirma: “... ponha de parte o que puder ajuntar, segundo a sua prosperidade”. As contribuições missionárias se regem pelo mesmo princípio. Cada um poderá estabelecer o valor da contribuição proporcionalmente ao seu salário. Muitos missionários foram e tem sido sustentado pela oferta da viúva pobre, da lavadeira, do pedreiro e de outros irmãos de menor poder aquisitivo.

• A igreja local deve primeiro evangelizar sua cidade para depois voltar-se para a obra missionária transcultural

Este assunto já foi estudado no Módulo Bases Bíblicas de Missões, em At. (1.8). em alguns casos é somente uma justificativa pouco convincente para a diferença. A idéia deste versículo, é de simultaneidade: “Tanto em... como em...” é a expressão que aclara o sentido do texto. Não aqui um progresso gradativo, ou seja, a idéia de se evangelizar a área local para depois pensar-se em terras de além-mar. A evangelização tem que ser vista sob enfoque mundial, incluindo-se o trabalho local da igreja. É ação simultânea. Quando a igreja de Jerusalém demonstrou não perceber a abrangência da ordem imperativa, circunscrevendo-se apenas entre às fronteiras da cidade, Deus permitiu intença perseguição sobre os crentes, dispersando-os pelas terras da Judéia e Samaria, a fim de que o propósito global da evangelização tivesse prosseguimento (At 1.8).

• É preciso antes levantar recursos suficientes para então pensar em investir em Missões

A igreja que espera ter recursos suficientes nunca vai investir em Missões. É uma questão de lógica. Os recursos são rotativos, isto é, entram e saem. Sempre há despesas “prioridades” para serem cobertas pelo caixa.

Entende-se que numa economia instável, ou mesmo estável, a igreja tenha que, eventualmente, aplicar os seus recursos para que não sejam desvalorizados por uma possível inflação. Isto não pode, todavia, transformar-se em regra, pois o dinheiro da igreja é para ser reinvestido nela própria e na evangelização que ocupa lugar de número um na lista de prioridades. A idéia de “sobra de caixa”, não soa bem para um povo que prega a volta de Cristo a qualquer momento e vê urgência na pregação do Evangelho.

• A obra missionária é um meio de a igreja descartar-se do crente problemático

Não se deve encarar Missões como escape para ver-se livre de alguém que possa estar trazendo problemas locais é sentenciar à morte todo o esforço da igreja em favor da evangelização mundial. Há vários casos, de pessoas problemáticas enviadas ao campo com conseqüências desastrosas para os que ficaram na retaguarda. O princípio básico que deve nortear a igreja na escolha dos candidatos à obra missionária, além da chamada, é que estes devem ser considerados a “nata”, os que apresentem as melhores qualidades e façam falta à igreja quando se ausentarem dela.

terça-feira, 18 de maio de 2010

A TAREFA INACABADA

As estatísticas mostram hoje que evangelizar o mundo e principalmente os povos não-alcançados é um desafio. Não podemos mais visualizar um mundo rodeado de barreiras sociais e políticas, porque Deus está derrubando todos os bloqueios de Satanás. As boas novas de Salvação precisam chegar às grandes cidades do mundo aparentemente fechadas para o Evangelho. Estas pessoas gemem sobre o impacto do paganismo que busca outra forma de vida após a morte para aliviar o sofrimento da existência presente.

Observamos na gráfico acima, que somos apenas 33% de cristãos no mundo, sendo que destes, apenas 11% são Evangélicos, ou seja, é fato que a seara é grande, ainda há muitas almas para serem resgatadas das mãos do nosso adversário.

A população mundial, segundo dados do livro “Intercessão Mundial”, de Patrick Johnstone; em 2.000 eram de cerca de 6 bilhões de pessoas, com previsão para chegar a cerca de 6 bilhões e 800 milhões de pessoas. Há ainda cerca de 12.000 povos em todo o planeta. Cerca de 27% das pessoas no mundo ainda não ouviram o Evangelho do Senhor Jesus.

Há 19 religiões principais no mundo, com 270 grandes subdivisões, e incluindo os agrupamentos pequenos, chega-se ao número de cerca de 10.000 religiões em todo mundo.

Existem cerca de 3.500 povos em que a maioria deles , tem pouca chance de ouvir o Evangelho; sendo que destes, cerca de 2.500 já tem cristãos entre eles.

E como observamos nos gráficos acima, há cerca de 6.809 línguas no mundo, com cerca de 13.000 à 30.000 dialetos.

Diante dos dados observados acima, sabemos agora pra que Missões? Descobrimos o porquê da urgência do despertamento da obra missionária.

Não podemos ser indiferentes ao fato de apenas 7% de todos os missionários enviados ao mundo trabalharem entre os hindus, budistas e mulçumanos, povos que representam 50% da população do mundo.

Então vem a pergunta; Por que fazer Missões? Calcula-se que atualmente apenas metade da população do globo terrestre já ouviu falar do Evangelho, sendo que o restante, cerca de 3 bilhões de pessoas, está envolvido nas trevas espirituais.

A África é o continente que mais cresce na aceitação do Evangelho, porém suas práticas pagãs continuam arraigadas no povo. O sincretismo é um grande problema em muitas áreas. Um real arrependimento de pecado e das obras das trevas está faltando e muitos cristãos africanos continuam com medo das feitiçarias e dos espíritos.

O próprio Paulo afirma em Romanos (10.17):“De sorte que a fé é pelo ouvir, e o pela palavra de Deus.” Então só há uma forma dos povos não-alcançados ouvirem a palavras de Deus: Missões.

O sentido dessa citação de Paulo, pois, é que está em foco a mensagem concernente a Cristo, que é o cerne do Evangelho, demonstrando a importância dos missionários, que são aqueles que levam a mensagem da Salvação.

As verdades fundamentais do Evangelho precisam ser anunciadas, sob a pena de chegarmos na presença do nosso Senhor com as mãos sujas do sangue da nossa geração. Somos responsáveis pelos que vivem em nossa cidade. Ou nós lhes falamos de Cristo, agora ou um dia será muito tarde para os perdidos e para nós, os salvos.

Não podemos nos esquecer que há um clamor no céu por missões que diz “a quem enviarei, e quem há de ir por nós?” (Isaías 6.8) e há um clamor na terra que diz “passa à Macedônia, e ajuda-nos” (Atos 16.9) e há também um clamor no inferno por missões que diz “rogo-te, pois, ó pai, que o mandes à casa de meu pai, para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham também para este lugar de tormento” (Lucas 16.27,28).

segunda-feira, 17 de maio de 2010

A ESSÊNCIA DE MISSÕES

Missões é compartilhar o pouco que você tem, cinco pães e dois peixes, com o Senhor Jesus, que pode multiplicar este lanche e transforma-lo num verdadeiro banquete para alimentar milhões que vivem sem Jesus. Missões é entrega de vida sem reservas, sem questionamentos e pondo toda a nossa confiança no Senhor da obra, que nos chamou para tão honrosa tarefa.


É o Plano de Deus
Antes mesmo do mundo ser criado, Deus sabia que o homem iria pecar. Sendo assim, Ele preparou, de antemão, um plano de salvação. Neste plano divino estava o conteúdo da obra missionária, que é o anúncio do Evangelho de salvação ao mundo perdido. ( Gn 3.15; Ap 13.8; Ef 1.4; 1 Tm 1.9; 1Pe1.19 e 20).


É Ordem de Deus
Um dos maiores mandamentos de Jesus registrado nas Escrituras é a ordem de fazer missões (Mc 16.15; Mt 28.19 e 20). Antes da ascensão, sua última ordem foi: “Ide por todo o mundo”.


É a Obra do Espírito Santo
O propósito pelo qual o Espírito Santo foi enviado é capacitar e dirigir a igreja no avanço da obra missionária (Lc 24.47-49).
Todo movimento espiritual que se denomine avivamento e não vise a conquista de almas para Cristo é pura emoção e não unção (At 1.8; 2.1-5, 14; 4.5-12,31; 13.1-4).


É Dever da Igreja
Jesus não deixou a responsabilidade da Grande Comissão a nenhum instituição humana. Antes, privatizou esta importante tarefa à sua amada Igreja (Mt 28.20; Jo 15.16; 17.18-20). Portanto, façamos missões.


É Responsabilidade de Cada Cristão
Cada cristão tem a responsabilidade de apoiar a obra missionária com oração. (Rm 15.30; Ef 6.18-20; Cl 4.2-4); com contribuição (Fl 4.10-20; 2Co 9.6-14); e evangelização (1 Co9.16; Ez 33.6-8).